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A assembléia dos ratos

物語

Era uma vez, uma comunidade de ratos que vivia numa grande e antiga mansão. A mansão era aconchegante no inverno e refrescante no verão. Além disso, ficava perto do mercado onde sempre tinha muito resto de comida no lixo.

A mansão parecia o lugar perfeito para se viver, mas tinha um problema: um gato de rua sempre passava as noites dentro da mansão, e por isso os ratos não podiam voltar tarde para casa.

“Precisamos fazer algo” – disse um rato sem rabo – “Ontem, eu voltei pelo buraco na parede que sempre uso, mas aquele gato estava me esperando e quase me come!”

“Vamos reunir todo mundo atrás da chaminé hoje à tarde e pensar em um jeito de resolver isso” – disse o líder da comunidade dos ratos.

Naquele mesmo dia, à tarde, todos os ratos da mansão haviam se reunído num grande espaço que havia atrás da chaminé. Todos os estavam muito agitados e ninguém conseguia ouvir ninguém.

“SILÊNCIOOOO” – gritou o líder dos ratos, batendo a sua pesada cauda na parede.

Todos os ratos se calaram.

“Vamos falar um de cada vez. Primeiro, o capitão”.

Capitão era o líder dos guardas. Eles sempre ficavam andando pelos muros, afugentando as aranhas e sapos que tentavam entrar. Mas eles não conseguiam assustar o gato.

“Precisamos de mais guardas. Se tivermos pelo menos mais 20, podemos atacar o gato enquanto ele estiver dormindo e ele nunca mais vai voltar.” – disse o capitão, levantando-se sobre suas patas traseiras para que todos o vissem.

“Maluco! O gato vai matar a todos com uma mordida só!” – gritou alguém no meio dos ratos.

“Então mande mais 40 ratos!” – respondeu o capitão com raiva, procurando quem foi que falou.

E todos os ratos voltaram a discutir e reclamar em voz alta.

“Silêncio! Ordem!” – gritava o líder, mais uma vez, até que todos se acalmaram. – “Não podemos aumentar o número de guardas. Todos os ratos já estão ocupados”

“E os cozinheiros? Tem muito rato que fica deitado o dia todo na cozinha sem fazer nada e poderia estar treinando com a gente” – respondeu o capitão.

“Ninguém aqui fica dormindo o dia todo! Os seus guardas comem como um corvo, não sobra tempo nem comida pra ninguém” – reclamou um rato gordo de bigode grande. Ele era o chef da cozinha e não gostava quando alguém reclamava do seu trabalho.

Mais uma vez, os ratos começaram a discutir.

“Ninguém vai mudar de trabalho! Isso já está decidido! Precisamos de outra idéia!” – disse o líder

“Por que não damos veneno para o gato?” – disse um dos cozinheiros – “Eu posso colocar veneno numa tigela de leite para ele. Ele é burro, não vai nem desconfiar”

“Nós temos veneno?” – perguntou o líder, um pouco assustado.

“Não, mas…” – dizia o cozinheiro, até ser interrompido

“Ninguém vai colocar veneno nessa mansão!” – gritou um rato de óculos, o médico da comunidade. – “Da última vez que alguém resolveu trazer veneno para cá, vocês confundiram o veneno com o açúcar e quase que eu precisei mudar de emprego e virar coveiro!”

“Sim, veneno não é confiável. Não podemos trazer veneno aqui, além disso, o gato nunca come aqui dentro. Ele sempre leva para a rua e come lá. Se você colocar veneno na rua, outros bichos vão comer.” – disse o líder – “mais alguma idéia?”

Um rato magrelo e pequeno levantou a mão, chamando a atenção de todos. Ele era o porteiro. Ele sempre ficava na porta da mansão, anotando quem entrava e quem saía. Era um trabalho que ninguém queria fazer, pois ele passava o dia inteiro sentado na janela, somente olhando para a porta. Mas ele não era forte para ser guarda, nem era ágil para ser cozinheiro, ou inteligente para ser médico.

“um sino” – disse ele, em uma voz baixa.

“um pino?”
“suíno?”
“aqui tem porco?”

“UM SINO” – repetiu o porteiro em voz alta, para que todos pudesse ouvir – “O sino da porta. Sempre que alguém entra pela porta, o sino toca, e então eu sei que tem alguém entrando ou saindo da casa.

“é verdade. tem um sino na porta”
“é sim, eu também ouço todo dia”
“eu achava que era o trem”

“ENTÃO…” – continuou o porteiro – “… a gente pendura o sino no pescoço do gato, e sempre que ele entrar aqui, a gente vai saber onde ele está.”

“mesmo se ele entrar pela janela?”

“mesmo pela janela!”

“e ninguém precisa brigar com o gato?” – perguntou o capitão

“não, é só colocar o sino enquanto ele estiver dormindo!”

“não vai ter veneno no sino?” – perguntou o médico, preocupado.

“não! ninguém vai botar veneno no sino”

“E o porco?”

“não tem porco!”

“Isso me parece uma ótima idéia! Ninguém entra em perigo, ninguém traz veneno aqui dentro da mansão e todo mundo continua fazendo o mesmo trabalho” – disse o líder, animado com a idéia – “está decidido! Vamos colocar o sino no pescoço do gato!”

“VIVAAAA!!!” – todos os ratos gritaram de alegria, jogando o porteiro para cima em comemoração.

E assim eles saíram pela mansão, comemorando e brincando, elogiando o porteiro pela sua esperteza, até que começou a escurecer.

O porteiro estava em cima do vão da porta, tirando o sino.

“Pronto” – disse ele, levantando o sino com as mãos. Todos comemoraram. – “Quem vai colocar o sino no gato?”

de repente, todos ficaram em silêncio.

“….”

“você?” – disse alguém, apontando para o porteiro

“EU?? Eu já tive a idéia, vai você!”

E os ratos voltaram a discutir entre si pelo resto da noite, até que eles ouviram o miado do gato e todos fujiram para atrás das paredes.

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